terça-feira, 14 de junho de 2011

Entrevista com Sandra Campos - Parte III


Fale um pouco do MEVA para nós... (Por Preço de Sangue)

Sandra Campos - A Missão Evangélica da Amazônia começou com o trabalho de três irmãos missionários americanos que iniciaram um trabalho com o povo Uai Uai no norte do país. Depois de verem que a obra era muito grande, decidiram mostrar para as igrejas brasileiras a importância do trabalho entre os índios. Os primeiros missionários brasileiros começaram a chegar e hoje temos, entre estrangeiros e brasileiros, 40 missionários trabalhando nas aldeias e na sede da missão em Boa Vista. Nosso trabalho consiste em alcançar os povos indígenas, anunciando-lhes o Evangelho. Trabalhamos nas áreas de saúde, educação e tradução da Bíblia. Hoje, o número de missionários para atender a todas as aldeias em que trabalhamos e mais as que nos pedem missionários precisaria triplicar. A MEVA é uma missão interdenominacional e cada missionário levanta seu próprio sustento. Não somos sustentados por nenhuma agência, e sim por Deus através de ofertas para este ministério.

Do ponto de vista espiritual, quais as dificuldades de se manter um projeto de evangelização dentro de uma tribo indígena?

A perseguição religiosa é muito grande. Não somos vistos como pessoas que estão ali dedicando suas vidas, e sim como destruidores de culturas. Na verdade, o que apresentamos são as boas novas de salvação, que muda a vida de uma pessoa, e não a sua cultura. O índio sempre será índio mesmo quando deixa de mentir, de adulterar ou de roubar. O medo que Satanás impõe a estes povos também é um empecilho, pois faz com que eles não aceitem Jesus por temer as conseqüências. Algumas vezes, a falta de compromisso das igrejas no sustento básico afeta diretamente a vida do missionário que precisa, muitas vezes, deixar a área.

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